Eu sinto dor
não quero
levar choques!

Queremos o fim da comercialização e uso
das Coleiras de Choque em animais, por civis.

Assine e participe!

Por que devo apoiar essa campanha?

O uso de coleiras eletrônicas, tais como cercas invisíveis para evitar fugas, coleiras anti-latido e coleiras de choque operadas por controle remoto é controverso e seu uso já foi banido em alguns países, enquanto que em outros, tem sido um foco de considerável debate político. No Brasil, existem projetos de lei propondo o fim da comercialização das coleiras de choque nas cidades do Rio de Janeiro, Recife, Santos, Campinas, Nilópolis e Valinhos. Os projetos preveem sanções ao infrator: recolhimento de imediato do animal para um abrigo público ou local similar credenciado para este fim e multa.

Recentemente pesquisas apontam que os animais são seres sencientes, portanto capazes de sofrer, sendo assim, é necessário uma nova reflexão e revisão nos direitos que temos sobre eles. Outra pesquisa publicada no final de 2015 (Pequisa Original em Inglês) comprova que os cães são os únicos seres, além dos humanos, a compreenderem as emoções de outros cães e de seres humanos, tanto por observação, quando por voz. A bióloga Natalia Albuquerque encontrou esses resultados na sua dissertação de mestrado em psicobiologia pela USP. Isso significa que os cães são tão sensíveis quanto os humanos, merecendo respeito e uma mudança de paradigma, inclusive na legislação (já feita em outros países, como a França).

Segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2013), feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada em 2015, aponta que 44,3% dos domicílios do país possuem pelo menos um cachorro, o equivalente a 28,9 milhões de unidades domiciliares. Esses cães são considerados como filhos de outra espécie, tanto no aspecto emocional e social para essas famílias, quanto na visão da ciência moderna sobre os cães e nossa relação com eles.

Atualmente no Brasil as coleiras são vendidas livremente e qualquer um pode utilizá-las sem nenhuma obrigação de capacitação ou acompanhamento profissional.

Outras pesquisas também avaliaram o potencial para causar dor e aflição, mas não avaliam se o mesmo se aplica quando usados por pessoas experientes no treinamento com as coleiras de choque e apesar de ficar concluído que elas têm grande potencial para causar dor e aflição, não podemos ter essa certeza se forem usadas por pessoas capacitadas.

Para os críticos das coleiras de choque, elas representam formas inaceitáveis de treinamento para a modificação de comportamentos indesejados, uma vez que tem potencial de causar dor e não possuem vantagens em relação ao treinamento através da recompensa, que por sua vez não traz risco algum ao bem estar animal. Além disso, o risco potencial do uso de choques na educação é alto, porque o tempo de associação que um cão tem para conectar uma ação a uma reação ou resultado é pouco mais de um segundo e são necessários muitos meses de prática para uma pessoa desenvolver a habilidade de informar ao cão com a precisão necessária para ser efetivo na sua educação ou modelagem de comportamentos. Durante esse tempo, muitos cães poderão ter seu bem estar ameaçado, simplesmente porque o usuário da coleira de choque está aprendendo. Ou seja, mesmo que o usuário tenha feito um curso, isso não o capacitará a punir o cão com precisão, porque isso demanda prática extensa. Além disso, existe o risco do erro humano envolvido mesmo no caso de adestradores experientes.

Vale a pena ressaltar, que qualquer pessoa pode se intitular adestrador e que não existe regulamentação alguma ou diretrizes de como esta profissão deve ser conduzida. Então o fato da pessoa ter o título de adestrador não significa que ela está capacitada para aplicar os estímulos elétricos de forma eficaz. Na verdade, esses cenários sugerem que há grande potencial de erros e riscos. Por fim, existem pessoas mal-intencionadas ou ignorantes em relação às necessidades e características dos cães, que podem adquirir esse tipo de ferramenta sem controle algum e usar de forma cruel ou emocional, criando cenários bizarros como um descrito no livro Cão Senso, do Professor John Bradshaw. Um trecho do livro conta que um rapaz encontrou um cão na rua e o pegou no colo para devolver à sua dona. Enquanto tentava devolvê-lo à senhora, ela começou a brigar com o cão e aplicar choques em seu pescoço. O coitado se contorceu repetidamente de dor no colo do rapaz até que o episódio chegasse ao fim.

Sendo assim, viemos através desta proposta impedir maus tratos aos animais de modo a estimular outras formas de adestramento, sem a potencialidade de sofrimento.

Se você é contra o uso de colares de choque em cães, participe e assine essa petição e ajude que mais cães sejam felizes.

Assine e participe!

Veja a coleira em ação:

Buscamos na internet alguns vídeos, onde pessoas testaram em sí próprias as coleiras de choque. Em caráter de ilustração, colocamos dois vídeos para vocês comprovarem a potência da coleira.

O que a imprensa está falando?

Quem apoia a Campanha?

Você quer apoiar esta causa de forma institucional? Preencha o formulário abaixo informando seus dados que iremos incluir sua logomarca em nosso site. Abaixo, você pode fazer o download do selo #Sou contra coleira de choque!

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  • Selo Eu sou Contra a Coleira de Choque
    Selo Eu sou Contra a Coleira de Choque

    Faça o download do Selo "Eu sou Contra a Coleira de Choque" e divulgue livremente em seu site. (Arquivo zipado - Selo horizontal e vertical nos formatos: PDF, EPS e PNG).

Quais as cidades brasileiras que já estão lutando contra a coleira de choque?

Deputados e vereadores de todo o Brasil, precisamos do seu apoio. Vamos criar projetos de lei proibindo as coleiras de choque em todo o Brasil!

Autor: Vereador Rafael Aloisio Freitas Autor: Vereador Rafael Aloisio Freitas, Projeto de Lei Nº 556/2013 (Veja o Projeto)

Cidade do Rio de Janeiro: Projeto de Lei.

Autor: Vereador Eriberto Rafael Autor: Vereador Eriberto Rafael, Projeto de Lei Nº 400/2013 (Veja o Projeto)

Cidade de Recife: Projeto de Lei.

Autor: Vereador Ademir Pestana Autor: Vereador Ademir Pestana, Projeto de Lei (Veja o Projeto)

Cidade de Santos: Projeto de Lei.

Autor: Vereador Carmo Luiz Autor: Vereador Carmo Luiz, Projeto de Lei nº 256/14 (Veja o Projeto)

Cidade de Campinas: Projeto de Lei.

Autores: Vereadores José Henrique Conti, Israel Scupenaro e César Rocha Autores: Vereadores José Henrique Conti, Israel Scupenaro e César Rocha, Projeto de Lei nº 146/2014 (Veja o Projeto)

Cidade de Valinhos: Projeto de Lei.

Autor: Vereador Rodrigo Rocha Autor: Vereador Rodrigo Rocha, Projeto de Lei nº 6.423 (Veja o Projeto)

Cidade de Nilópolis: Projeto de Lei.

Campanhas em outros países:

O que comprovam as pesquisas cientificas?

Abaixo, traduzimos uma pesquisa científica realizada pela Universidade de Lincoln, Reino Unido.

Estudo publicado em 3 de setembro de 2014. O estudo foi conduzido por Jonathan J. Cooper, Nina Cracknell, Jessica Hardiman, Hanna Wright e Daniel Mills. Grupo de pesquisa do comportamento, cognição e bem estar animal. Escola de ciências sobre a vida, Universidade de Lincoln, Reino Unido. (Pesquisa Original em Inglês)

As consequências ao bem estar e a eficácia do treinamento de cães de estimação através do uso de coleiras de choque a controle remoto em comparação com adestramento baseado na recompensa.

Resumo:

Esse estudo investigou consequências no bem estar do treinamento de cães, em campo, com o uso de coleiras eletrônicas operadas por controle remoto (coleiras de choque). Foi realizado um estudo preliminar em nove cães, seguido de 63 cães chamados para recall para problemas relacionados e foram divididos em três grupos.

Grupo de treinamento A foi treinado por adestradores certificados; Grupo de Controle B foi treinado pelos mesmos treinadores sem o uso das coleiras de choque; e grupo de controle C treinado por membros da associação de treinadores de cães de família também sem a aplicação de choques. (21 em cada grupo).

Os cães receberam duas sessões de treinamento por dia durante 4-5 dias. Os treinamentos foram filmados para a análise dos comportamentos demonstrados. Urina e saliva foram coletados para averiguar o nível de cortisol durante o treino.

Durante o estudo preliminar houve mudanças negativas no comportamento dos cães e uma alta produção de cortisol após a aplicação do estímulo elétrico. Esses cães haviam sido expostos a altos níveis de estimulação sem aviso, sinal ou comando por parte do treinador. Porém, no grupo seguinte e maior que o do estudo preliminar, os treinadores usaram intensidade de choque mais baixos e os comportamentos não foram tão marcados como no estudo preliminar Independente disso, os cães do grupo A passaram muito mais tempo tensos, bocejaram e tiveram muito menos interação ambiental do que os cães do grupo C.

Não houve diferença significativa nos corticosteroides urinários entre os grupos. O cortisol salivar no grupo A não teve diferença significativa em relação aos grupos B e C, apesar dos cães do grupo C mostraram um nível mais elevado do que os do grupo B. Após o treino 92% das famílias perceberam melhoras no comportamento dos cães não houve diferença de eficácia nos resultados obtidos pelo grupo.
Os tutores dos cães treinados com coleiras de choque demonstraram menos confiança ao aplicar os ensinamentos que lhe foram passados.

Essas descobertas sugerem que não há benefício em se utilizar coleiras de choque, mas existe grande preocupação em relação ao bem estar do cão se comparado ao treinamento baseado na recompensa.

Assine e participe!